Um imenso
e solitário bloco de pedra no alto de um maciço, o Picu
é o atual símbolo no centro
do brasão da cidade e provavelmente a inspiração
para o nome Itamonte (Ita, "pedra" em Tupi).
Desde
o século XVI, foi marco de referência para os primeiros
exploradores e o fluxo das bandeiras
paulistas às terras das Gerais. Este caminho também
era usado pelos tropeiros, que intercambiavam mercadorias entre o
Rio de Janeiro e o interior da província de Minas.
A Princesa
Isabel, que frequentemente viajava para o Circuito da Águas,
se hospedava na fazenda Engenho
da Serra, no sopé da Pedra
do Picu. A Capela de São
Francisco de Assis, no centro da cidade, foi construída
por ordem da princesa que doou o sino.
Em 1818, com a região semi povoada, foi aberto
um atalho, ligando a capela do Capivari ao sopé do Pico do
Picu a fim de facilitar a comunicação com o Rio de Janeiro.
Ali, foi construído o quartel do registro. bem na divisa RJ/MG
onde havia um entreposto fiscal para controlar e fiscalizar o montante
e recolher os impostos do carregamento de ouro vindo de Vila Rica
(atual Ouro Preto), que depois seguia para o porto de Parati, de onde
partia para Portugal. Surgiu então um aglomerado, conhecido
como Pouso do Picu. Pouco depois, habitantes devotos ergueram uma
capela em louvor a São José, ficando o povoado conhecido
como São José do Picu.
Em 14
de novembro de 1870 o povoado foi elevado a paróquia, que transferiu
a sede da freguesia do Capivari para São José do Picu.
Em 4 de setembro de 1927, perde sua denominação de São
José do Picu e passa a chamar-se São José do
Itamonte.
Em 17 de dezembro de 1938, foi elevado à categoria de município,
tendo seu nome simplificado para Itamonte.
Logo
à direita de quem chega a divisa de Itamonte, está a
estrada para o Parque Nacional do Itatiaia. Este foi o primeiro a
ser criado no Brasil (1937), a mando do então presidente Getúlio
Vargas. Entusiasmado com a região e sua posição
estratégica em 1932, ano da Revolução Constitucionalista,
mandou construir a Casa de Pedra
- Itatiaia seria seu refúgio no caso de uma reviravolta durante
a Revolução.
Em Itamonte,
comunidades preservam a "tradicional
cultura mineira", fabricando artesanalmente queijos tipo
parmesão, Minas, manteiga batida na mão, mel e tecelagem
de cobertas de lã. Tem também a pesca de Truta e outros
peixes nativos da água fria e mais a PESCA ESPORTIVA. Em Itamonte
é lei o Pesque e Solte (Catch-Release).
Durante
séculos a cidade foi apenas passagem para quem buscava as fontes
medicinais do chamado Circuito das Águas (São Lourenço,
Caxambu, Lambari e Cambuquira).
Atualmente, Itamonte é considerado o Município de maior
potencial para o Turismo Ecológico em Minas Gerais, segundo
a EMBRATUR. Com dezenas de cachoeiras,
trilhas e caminhos históricos
a serem visitados. No município tem parte do Parque
Nacional de Itatiaia, da Reserva Ecológica do Bico do Papagaio
e é dos municípios com maior extensão na APA
da Mantiqueira.